sábado, 4 de junho de 2011

Psychotria viridis


As minhas visões pessoais são muito confusas em relação ao mundo e certas coisas em particular, não vou citar exemplos já me basta os altos e baixos, vários níveis psíquicos subconscientes e outras percepções da realidade, porém estando sempre consciente do que acontece, há uma espécie de miração, um estado supramental ou êxtase um ótimo êxtase tentando ter certa realidade interior sobre controle. Deve ser meu organismo produzindo DMT de mais.
E esses efeitos se prolongando ao decorrer do tempo e emergindo em meus pensamentos mais obscuros e estanhos possíveis, digamos assim extremos, não falo só dos pensamentos ruins mais dos bons também que acabam sendo ruins. Por que vai que eu me perca totalmente em meus pensamentos e não volte mais a realidade, temo isso... Até acho que o maior medo que existe em mim é de um dia perder minha memória, temo morrer por temer perder a memória segundo passa nos filmes que retratam experiências após a morte, céu ou inferno ou limo eles sempre perdem a memória parece até regra. E sem falar dos desenhos duplo-cego controlado pelo placebo, já pensou não saber o que é real ou o que é imaginação, pior que já ouvi até dizer que a imaginação é que faz as coisas virarem reais, muito confuso, mas há na memória momentos que reduzem esses sinais de pânico, diminui a desesperança e não altera os sinais relacionados com a ansiedade. Totalmente dopada tenho uma persecutoriedade, a minha fuga da realidade e alienação.

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         .AA.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

01h55min


São exatamente 1:55 da manha
Estou excessivamente paranoica
 Irracional, escuto um silencio extraordinário.
Isso é bom percebo seu próprio som
Aliás, como se imagina não a nada a fazer.
Tento adsorver minha própria vida
Insônia é constante
Escuto apenas o pincel sendo gasto pela folha
Há tempos não tenho tempo pra mim pra minha imaginação
Pelo simples e complexo fato da constante perturbação.
Mas de quem?
Digo-lhe quem, minha própria solidão.


        .
     .AA.

03-03-2011


. Não acordei pra ser sincera nem dormir esperando o sol apontar no horizonte dessa cidade, uma praça vazia por entre a neblina vê-se ainda as luzes dos postes acesos.  O canto dos pássaros, às vezes em pausas às vezes em notas das quais se ouvem, e dentre pausas e cantos, meu grito acordando o as pessoas que dorme, e não vê essa experiência única, por um momento achei até que era meu ultimo dia de vida, eu estava em êxtase puro. Calcei meu tênis, peguei meu chimarrão, uma garrafa com água quente, um livro dentro de uma mochila e fui dar uma caminhada antes que a cidade acordasse, com as ruas ainda vazias, eu particularmente vejo a verdadeira cara da cidade, sem aquela correria do dia-a-dia, um silencio quase total dava até pra ouvir minha própria respiração a certa distância, mendigos ainda dormiam nas calçadas cobertos por papelões na esperança de esquentar um pouco seus corpos pra não morrerem de frio, cachorros abandonados, a cidade imunda. Chego à outra praça da qual da pra vê a serra em um ângulo quase perfeito, uma nuvem ainda no seu cume o céu meio cinzento, acho que vem tempestade por aí... Acabo de tomar meu chimarrão e de ler um capitulo de um livro, sentada sobre a grama ainda desfrutando de seu orvalho, voltando para casa passando pelo cemitério, vou até a cova de uma criancinha da qual não cheguei a conhecer, mas não posso ignorar o fato de que de uma forma essa criança faz parte de minha vida indiretamente, melhor dizer diretamente, eu não era pra ser a filha mais velha da família, pego seu retrato caído no chão, o tempo deve ter gasto a cola, saio com o retrato dento do livro. No caminho vejo as chaminés das padarias soltando fumaça, cheiro de café na rua, pessoas começando a sair de casa pra ir comprar pão outros pra trabalharem, alguns com certa felicidade no rosto sorrisos verdadeira, outros apenas se cumprimentam por “dever” com aqueles sorrisos falsos o que realmente é uma pena. 

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        .AA.